Nova carteirinha digital para estudantes no Brasil

O Ministério da Educação lançou o aplicativo da ID estudantil que permite digitalizar o documento e assim como o CRLV e a CNH agora também dá para ter o seu crachá oficial no aplicativo, funcionando offline. Com ele será possível se identificar nas universidades ou então no momento de conseguir ingressos para eventos culturais com meia entrada – o que é garantido por lei pela lei 12.-933.

Com o aplicativo que permite fazer a carteira digital estudantil basta fazer o cadastro no site oficial ou então no aplicativo disonível na Play Store ou Apple Store. Antes de virar o ano para 2020 já foram mais de 600 mil alunos habilitados por meio do app, segundo dados do MEC.

Em comunicado em relação a novidade o ex-ministro da educação Weintraub disse que:

“Esperamos gerar um ganho para enorme para a sociedade. Se todos os estudantes do Brasil fizessem a carteirinha como é feita atualmente seria um valor bem superior a R$ 1 bilhão, podendo chegar a R$ 2 bilhões, e o custo que vai ser arcado pelo MEC cai para R$ 12 milhões se o mesmo contingente fizer. Isso é sair de R$ 35 o custo que o aluno tem que pagar para R$ 0,15”,

O valor significativo para a emissão do documento será cobrado diretamente no imposto de quem o pediu, de modo que não será preciso emitir um boleto ou fatura para quitar a dívida.

Quem quiser ainda continuar a usar a carteirinha física não precisará fazer a nova ID digital.  A carteira é válida para todo estudante do ensino fundamental e médico da rede pública de ensino e também para quem está fazendo qualquer curso de pós-graduação, o que inclui cursos de atualização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Pelo app o estudante também poderá receber notificações e detalhes sobre a escola em que estuda, facilitando assim a comunicação entre estudante e instituição e também unificando as plataformas de interação dessa modalidade.

Existe uma ditadura educacional no Brasil?

As crianças, em seguida, estendem o hino nacional, em frente à bandeira brasileira com seu lema “ordem e progresso”. O objetivo é reforçar um sentimento de orgulho nacional que muitos se sentem perdidos no Brasil nos últimos anos.

De certa forma, parece mais uma academia de polícia do que uma escola. Aqui, a polícia é responsável pela disciplina, deixando a educação para os professores.

Tem sido uma reviravolta, diz O vice-chefe Debora Rodrigues Sales, que vem lecionando nesta escola há 20 anos.

Até alguns meses atrás, você provavelmente veria traficantes de drogas do que oficiais uniformizados no portão da escola. Um sinal disso é a marca de bala na porta de metal, o resultado de um recente tiroteio.Militarização das escolas.

Existem cerca de 120 escolas “militarizadas” no país. Mas a eleição, no ano passado, do Presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, um ex-oficial do exército que prometeu reprimir a violência e melhorar a educação, impulsionou o seu crescimento mais do que nunca.O centro educacional 308 faz parte de um projeto-piloto onde a gestão é compartilhada entre professores e policiais em Brasília. O plano é que o número dessas escolas cresça de quatro para 40 até o final do ano e para 200 até o final do mandato de quatro anos do Presidente Bolsonaro.

No entanto, a Sra. Sales admite que alguns dos seus colegas se foram embora, descontentes com a presença da polícia na escola.

O secretário-adjunto da educação de Brasília, Mauro Oliveira, diz que o movimento controverso foi necessário. “Estamos falando de escolas vulneráveis, estamos falando de drogas lá dentro, professores sendo ameaçados, então precisamos voltar ao básico.”Doutrinação de esquerda”
Mas o foco de Jair Bolsonaro na educação não se concentra apenas na segurança pública. Ele também pediu um fim para o que ele chamou de “doutrinação” por professores de esquerda.Ele tem apontado para um dos mais famosos educadores do Brasil, Paulo Freire, um defensor do ensino do pensamento crítico nas escolas.

O presidente Bolsonaro considera que o Sr. Freire, um socialista que foi brevemente preso durante a ditadura militar de 1964-1985 e que morreu em 1997, desempenhou um papel muito influente na educação brasileira.

O presidente ameaçou “entrar no Ministério da educação com um lança-chamas” para remover os ideais do Sr. Freire.